O achado de quem leu até o fim
Uso japonês desde 1972
O diamino fluoreto de prata testado pela Universidade de Michigan tem uma história mais antiga. Dentistas japoneses já pintavam a mesma solução sobre cáries de crianças desde o início da década de 1970, décadas antes de o composto chegar aos Estados Unidos. O registro mais citado dessa prática é um artigo de 1972 do periódico da Faculdade de Odontologia da Universidade de Osaka, que descrevia o efeito de interromper a lesão sem anestesia nem broca.
Esse mesmo mecanismo japonês carrega uma marca que a pesquisa atual não menciona: a prata reage com a dentina e deixa a lesão tratada com uma mancha preta ou marrom escura, permanente, porque o metal se incorpora à estrutura do dente. Se você aceitar o tratamento para o seu filho, o dente de leite afetado fica visivelmente escurecido até cair, uma troca estética que dentistas japoneses já discutiam há décadas, antes de o composto ganhar atenção nos Estados Unidos.
Fonte: Journal of Osaka University Dental School, 1972